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Sexta-feira, Abril 20, 2007

 

Obrigado, Dr. Nuno Lameiras, texto de Coutinho Ribeiro

Coutinho Ribeiro enviou-nos o seguinte texto para publicação:

OBRIGADO, DR. NUNO LAMEIRAS

Caro Dr. Nuno Lameiras:

O seu texto - como antes a sua mensagem - toca-me. Pela amizade, pelo reconhecimento, mas também porque as suas palavras ajudam a que os marcoenses percebam as razões pelas quais um dia decidi vir embora. E talvez as percebessem melhor se o MH tivesse reproduzido as tais escutas do 'Apito Dourado' e o texto que sobre elas escrevi no meu blogue.

Eu sei que, na altura, foram poucos os que perceberam as razões da minha saída da Câmara. É verdade que também não me esforcei muito para explicar. Havia muitas pontas soltas que eu ainda não sabia ligar para perceber o filme todo. Pouco a pouco fui percebendo. E percebi que, afinal, as nossas lutas não eram só travadas no tabuleiro local. Como se essas já fossem poucas ou pequenas... Não. A partir de determinada altura, fui cimentado a certeza de que o PSD me tinha deixado sozinho no combate. Houve um tempo, em que eu pensei que era apenas apatia. Mas, depois, suspeitei que havia mesmo traição. Isso foi com presenti que a maioria CDS-PP andava a cozinhar uma coligação com o PSD e a fazer tudo para que eu não fosse o candidato do PSD em 2005. Hoje já não suspeito - tenho a certeza. Por isso, se alguma vezes tive dúvidas do acerto da minha renúncia, hoje estou absolutamente seguro de que, naquele momento, tomei a melhor das atitudes.

Nem tudo se perdeu. Ficou a prova de dignidade. E os amigos.

Yours (desculpe a gracinha...)

Coutinho Ribeiro

Segunda-feira, Janeiro 02, 2006

 

O FIM DO MARCO2005

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ESTE BLOGUE ACABOU. MAS NÃO DESISTIMOS. ESTAMOS AGORA EM MARCOHOJE.BLOGSPOT.COM. MUDA O ANO, MUDA O FIGURINO. NO NOVO BLOG EXPLICA-SE MELHOR POR QUÊ.
OBRIGADO A TODOS QUE NOS ACOMPANHARAM NESTA AVENTURA. E OBRIGADO SOBRETUDO AOS QUE VÃO ACOMPANHAR-NOS NA PRÓXIMA.
ABRAÇO

Domingo, Janeiro 01, 2006

 

Casa quieta rosna o cão e o frigorífico vazio não sei se viste porque estás morta e. Porque não.E porque sim.

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Texto que escrevi, este sábado, noutro blog sobre o novo livro de Rodrigo Guedes de Carvalho. Consegui ler 12 páginas. Admito, por isso, que não consigam ler o post até ao fim.

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Um dia destes destes dias em que não é Natal nem deixa de ser
Natal
o Natal é uma data
e o ano novo é uma data também
ia de carro do escritório para casa com muito trânsito deixa-me que te diga que o trânsito é o que sabes é coisa com muitos. Carros. E sobra a impaciência
por haver
muitos
carros
e isso é que e a morte
e o buraco
de ozono.
Ligado na TSF ouvi. Pessoal e intransmisssível a entrevista de Carlos Vaz. Marques
aquele
rapaz
simpático
com o escritor Rodrigo Guedes. Sim sabes quem é o de Carvalho pivot da SIC e dos bons que é coisa que não sobra por cá e o cão não rosnava porque eu ainda não sabia que havia cão e que o cão rosnava como. Todos os cães rosnam e tu sabes isso
como se rosnar fosse uma coisa surpreendente vindo dos cães mas. Tu já não estás cá
morreste
pior do que morreres
foi o cão não ter rosnado
e o frigorífico
que abro
à procura. Não. Sei de quê (ponto final, acho que é)
Rodrigo escreveu o segundo livro que é a casa quieta e eu e o cão não tínhamos lido o primeiro sabes que é coisa estranha tão estranha que o cão. Não rosnou e o frigorífico estava vazio.
Tudo me cheirou a estranho a partir
do momento em que. Carlos Vaz Marques considerou que Rodrigo. Guedes de Carvalho era sabes que sim discípulo de Lobo Antunes e eu que fiquei na dúvida sabes bem que quando fico na dúvida sou pior do que um cão que não rosna
ou
de que um frigorífico
vazio
Cheguei ao Arrábida e fui comprar o livro à Almedina coisa inquieta sobre a casa quieta como se fosse um cão que rosna ou um frigorífico
sabes ou não sabes
não interessa
e fui para casa ler o livro que tu não vais ler porque. Entraste no silêncio rigor da morte como o cão e o frigorífico
e o frigorífico e o cão
e o cão e o frigorífico
e li 12 páginas porque não consegui ler mais da casa quieta
que eu sou inquieto
e tu devias saber que eu sou
e pensei tu sabes que eu penso. Mesmo quando não penso e tu pensas que eu penso como o cão que já não sei se rosna e como o frigorífico que como sabes já não sei de côr é.
Lembrei-me de escrever ao Rodrigo que não conheço andámos poucos anos a convergir no tempo como
o cão e o frigorífico vazio já não sei se quem rosna é cão ou o frigorífico mas sabes que isso nunca me interressou perante o rigor da morte
para lhe dizer que ele é um excelente pivot de tv e um excelente escritor de livros que eu não sei ler
não sei se percebes mas. Se não perceberes deixa lá que eu também não e sei apenas que a casa quieta já vai na quinta
edição
mas é uma coisa intragável o que bem sabes como é o cão sabe e o frigorífico também pode dar um nobel que os gajos do nobel ainda não se recompuseram da lobotomia
pré
frontal
uma coisa que o Lobo o que é Antunes e tem um
cão.
E um frigorífico
que rosna
ainda não sabe mas tu. Sabes e o Rodrigo Guedes também eu é que não que sou perseguido por frigoríficos que rosnam cães que estão vazios e agora estou cansado como sabes estou cansado e vou dormir e a casa fica ainda mais quieta.

 

A Rádio

Foi na Rádio Marcoense que aprendi muitas coisas. Era o tempo da rádio com estúdios a cheirar a cortiça, a técnica, 2 gira-discos Technics, 1 Deck de cassetes duplo, uma mesa de mistura, um microfone e alguns discos de vinil. Publicidade e “Rm’s” em cassetes de 5 minutos com etiquetas coladas. Ainda sou do tempo da rádio analógica e não faço ideia do que é uma rádio “modernaça” com “playlists” com músicas em .wav e em .mp3 e comentários pré-gravados, publicidade contada ao segundo e horas automáticas, em que basta uma pessoa para fazer uma emissão diária, aliás já nem pessoas são precisas, basta um computador!
Sem nunca ter feito rádio, além de escolher e “meter” umas músicas enquanto um amigo que era suposto fazer a emissão estava ocupado a falar ao telefone, tenho as melhores recordações da Rádio Marcoense do inicio. Era um corropio de pessoas a entrar e a sair com ideias de programas e novas músicas e eu a absorver aquilo tudo e a ouvir os discos que lá iam deixando e a fazer a minha educação musical em vinil.

De há uns anos para cá aquilo tornou-se mais fechado e esquisito, já ninguém que conheço a ouve, quando me lembro de ouvir não dá nada de jeito e não faço ideia do que lá passa, mas também não tenho vontade, porque se for como o que se ouve por aí... Também, admito que é dificil satisfazer os meus gostos pessoais e não é isso que desejo, porque há sempre CD's para ouvir mesmo no carro.
Agora, é ponto assente que uma rádio local tem como missão ofereçer um serviço público à população que serve e assim é fácil cair na tentação de alinhar pelo poder, até porque é preciso pagar as contas.


Sábado, Dezembro 31, 2005

 

BOM ANO PARA TODOS


Sexta-feira, Dezembro 30, 2005

 

A rádio do dono

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É por demais sabido que há entre a Rádio Marcoense e eu - e também entre a RM e todos os outros que deram o corpo ao manifesto para combater o anterior regime - uma incompatibilidade insanável. Durante muitos anos, a RM foi a voz oficial do regime, o sítio onde AFT despejava supostas entrevistas que não passavam de tempos de antena de mais de 3 horas. O sítio onde a oposição não tinha voz. Por isso, foram várias as queixas apresentadas na AACS contra a RM. Todas elas procedentes.
Contaram-me hoje que a RM continua a ser a voz do dono. Mas desta vez, o dono é outro. Contaram-me que a RM transmitiu em directo a última reunião da Assembleia Municipal. De princípio ao fim. Uma reunião onde o presidente da Câmara terá falado, por junto, cerca de três horas e que acabou já de madrugada.
Tudo isto é errado. É mau do ponto de vista jornalístico, porque ninguém aguenta a xaropada de 3 horas de emissão sobre uma reunião da AM. É errado do ponto de vista político, porque a RM volta a demonstrar que está ali para servir o poder, seja ele qual for.
Da mesma forma que no anterior regime me bati pelo respeito pela legalidade, volto a fazê-lo agora. E pergunto: a Câmara - falida - continua a pagar as instalações da RM? E a água? E a luz?

Quinta-feira, Dezembro 29, 2005

 

Saberes


Falei com algumas pessoas sobre o artigo do JN e constatei que vai ser dificil passar a febre AFT. Continua-se na mesma em termos de espírito democrático, as pessoas continuam a preferir que não se fale de nada, mesmo que esteja tudo mal. Afinal, toda a gente conhecia as entradas e saídas secretas do gabinete do Presidente, foi por lá que saíu o Gil depois de levar uma sova, etc...
Mesmo que fosse muito raro ver AFT na cidade no seu tempo de Presidente e estando nós fartos de saber que ele nem gostava assim tanto da cidade e preferia Tuías, continua-se a achar que Avelino é que era simpático, pois andava no meio do povo, enquanto Manuel Moreira se esconde no gabinete.
Não sei sinceramente se a mudança é definitiva, porque o que se passa no Futebol nunca se passaria nos velhos tempos e é só isso que o pessoal vê, não interessa o equilibrio das contas nem nada, o que é preciso é que não se saiba nada...

 

Reescrever a história?

Estas palavras são de Manuel Moreira e vêm transcritas no JN de hoje, 29. Qualquer leitor menos atento, ficará a pensar que Manuel Moreira se apresentou no Marco, nas eleições deste ano, para concorrer contra Ferreira Torres e que lhe ganhou as eleições. Ora, não foi assim. É sabido que, em 2001, quando o adversário era AFT, Manuel Moreira não aceitou ser candidato. Por isso, não vale agora tentar reescrever a história.


 

Na sequência do postal anterior...

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Apesar do sono, ainda consegui ler algumas passagens dos textos do JN (António Orlando e Nuno Maia) sobre a "herança de Avelino". Há ali umas expressões do novo presidente que me apaixonam. Mais logo comento.

 

O mundo de Avelino

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Ainda não li, mas sei que o JN de hoje traz 3 páginas sobre o legado de AFT na Câmara do Marco. Um dos pormenores mais interessantes - para além da dívida que deixou - tem a ver com as saídas secretas do seu gabinete. Por que razão haveria o autarca de ter um gabinete que mais parece um cofre e com saídas secretas?

 

Site


Fui ao site da Câmara ver se estava actualizado e não só... A parte do elenco está actualizada e pasmei em ver que continua lá uma figura que pensei que estava fora, fiquei espantado por ainda continuar a pagar parte do salário a essa pessoa. Às vezes perguntamos para onde vai o dinheiro dos impostos! É só ir lá ver!
Pena é também que o ano no site seja 19105 ou qualquer coisa, mais atenção, senhores, o Marco é provavelmente o único sítio do Mundo onde ainda persiste o bug do milénio!
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Outra coisa que me espantou muito (ando sempre de queixo caído...) foi saber que a Câmara do Marco não tem um único Engenheiro Mecânico nos seus quadros. Ou seja, a gestão da frota de cerca de 40 viaturas é feita por quem? Se é que é feita.
E o arranjo dos postos de trabalho nas oficinas? Será que é legal esta situação? Aqui está mais um desarranjo do anterior executivo que urge resolver.

 

Férias


Estou de férias e tenho andado pelo Marco a tratar de uns assuntos. Juro que é mais "stressante" do que estar a trabalhar! Consigo perder uma tarde inteira só indo a 3 ou 4 lugares tratar de isto e daquilo, estacionando mal em todo o lado e bufando de falta de paciência com a falta de civismo e o excesso de azelhice ao volante! Nota-se que o Marco é uma cidade com vitalidade, pelo menos nesta altura, mas os entraves à circulação de pessoas e bens são ainda muito grandes, embora a "VCI" seja mesmo útil.

Quarta-feira, Dezembro 28, 2005

 

Mais futebol

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Vou sabendo por aí que a crise no FC Marco se agudiza. A direcção demissionária não consegue explicar as contas? É grave, muito grave! Não há quem queira assumir uma candidatura aos corpos dirigentes? É grave, muito grave! Os jogadores não querem treinar porque não recebemos salários? É grave, muito grave!
Depois de todas estas coisas, não será tempo de perceber que este não é o caminho para o desporto no concelho? Repito: eu gostava de ver o FC Marco na superliga. Mas também gostava de ter uma casa no Sul de França. Como não posso, não tenho. Se não há dinheiro para manter o clube na Liga de Honra, reconheça-se isso mesmo e arrepie-se caminho. Nós não somos mais do que os outros e há concelhos bem mais pujantes economicamente que já perceberam que não podem ter uma equipa de topo e, por isso, têm o que têm. Os que não perceberam a tempo, viram os seus clubes entrar em falência.
O FC Marco é uma bandeira do concelho? Admito que sim. Mas será uma bandeira assim tão significativa como alguns pretendem? Temo que não. Talvez quem vive fora tenha melhor noção dessa realidade. E o que eu vejo é que o nome do FCM anda quanse sempre associado à fama pelas piores razões. Não será, pois, uma bandeira muito recomendável.
E pergunto? O investimento que é feito pelo Município no FC Marco tem retorno económico para o concelho? Não me parece. Se tivsse, seriam os próprios agentes económicos a investir no clube. E eu não vejo isso.
Por fim. Eu não se a Câmara está a cumprir os seus compromissos com o FCM. Espero que esteja. Se não está, deve fazê-lo. Compromissos - mesmo que errados - são compromissos. A não ser que sejam ilegais. De qualquer modo, entendo que talvez valesse a pena a Câmara aproveitar este vazio directivo para colocar alguém na próxima gestão - a titulo provisório - até que se perceba como se anda a gastar o dinheiro público.

 

Tiro na água

Há meses, AFT acusou um dos responsáveis da PJ do Porto de ser o responsável pelas fugas de informação para uma jornalista (ex-JN, agora do Público) sobre as investigações que pendem sobre ele. AFT foi, agora, ouvido sobre tais acusações pela PJ do Porto.
Tanto quanto me gantem fontes bem informadas, AFT deu um valente tiro na água: é que as relações entre os responsável da PJ sobre quem lançou as suspeitas e a referida jornalista nem sequer são boas.